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eventos e notícias

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20.03.2018

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Lançamento do Livro – Política Municipal e Regional – Volume 05

Inscrições gratuitas

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12.04.2018

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Seminário Gestão Integral e Integralidade da Infância: Caminhos para a Educação Infantil

Este seminário tem o objetivo de compartilhar conceitos-chave e exemplos práticos relativos a políticas públicas para a garantia dos direitos da infância no Brasil atual. As discussões serão ilustradas e debatidas a partir da experiência do Programa Primeiro a Infância, do Fundo Juntos pela Educação.

A Oficina Municipal é coordenadora técnica do Programa Primeiro a Infância.

 

As inscrições estão encerradas, mas o seminário será transmitido online pela fanpage do Instituto Arcor Brasil no Facebook.

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21.04.2018

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Curso Formação Política para Católicos

Este programa se volta especialmente aos fiéis católicos que participam de pastorais, movimentos eclesiais e novas comunidades católicas, que buscam aprofundar os seus conhecimentos sobre os princípios da Doutrina Social da Igreja numa perspectiva aplicada à realidade em que vivem.

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03 a 04.06.2018

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17ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas e o 2º Fórum Internacional da Mãe Terra

Evento gratuito será realizado no dia 3 de junho, no Parque Villa Lobos e no dia 4 de junho, na Câmara Municipal de São Paulo.

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25.06.2018

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Lançamento do Livro - Volume 06 - Partidos Políticos

O evento de apresentação da obra ocorre em momento importante, às vésperas de mais uma eleição presidencial no país, momento em que o sistema eleitoral e os partidos políticos estão mais uma vez no centro da agenda pública.

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23 a 27.07.2018

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Partidos Políticos: curso de férias

"Partidos Políticos" é o terceiro módulo dos cursos de férias no mês de Julho. 

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31.07.2018

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Oficina Municipal e AMVAPA promovem capacitação para gestores municipais do Turismo

Capacitação vai apresentar métodos e ferramentas de comunicação estratégica voltadas ao desenvolvimento do Turismo

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07 a 09.08.2018

El Futuro Del Gobierno: gobernanza, innovación y liderazgo público para el siglo XXI

Trata-se de uma iniciativa conjunta de Escola de Governo da Organização dos Estados Americanos (OEA), Fundación Ciencias para Gobernar (CiGob) e Fundação Konrad Adenauer (KAS), através do Programa Regional Partidos Políticos e Democracia na América Latina.

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16.08.2018

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Oficina Municipal e CODEVAR debatem Código Tributário Regional no interior paulista

Capacitação no mês de agosto oferece capacitação para Prefeituras integrantes da Câmara Técnica Tributária do Consórcio

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15.09 a 20.10.2018

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Curso Formação Política para Cristão inicia em setembro

Evento

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14.10 a 30.11.2018

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Curso EaD - Doutrina Social da Igreja

Este curso pretende ser um caminho de formação e de conversão ao Evangelho no dia a dia da rotina do trabalho, da vida de família, da vida social e política do país, com as orientações da doutrina social da Igreja Católica.

A Doutrina Social da Igreja é o conjunto dos grandes princípios deduzidos do Evangelho para se estruturar uma sociedade mais humana e fraterna. Em suma, é a resposta cristã aos problemas da sociedade contemporânea. À Igreja não compete formular soluções para os variáveis problemas de ordem econômica, orçamentária e política, mas sim, propor os princípios perenes que encaminham a solução de tais questões.

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15.10 a 30.11.2018

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Antropologia da Mulher Segundo Edith Stein

Este Módulo pretende ser um caminho de formação e de conversão ao Evangelho no dia a dia da rotina do trabalho, da vida de família, da vida social e política do país, com as orientações da doutrina social da Igreja Católica.

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18.11.2013

Espanto - Mobilidade e Conjuntura

Espanto

‘Tudo era cheiro de gasolina, gritos descontrolados dos jovens do Simca, brilho do sol reluzindo nos vidros e nos cromados e a sensação contraditória de confinamento em plena selva de máquinas concebidas para correr’ – Julio Cortázar, no conto ‘A Autoestrada do Sul’, citado em artigo de Leonardo Cruz (Folha de SP) após o congestionamento recorde em São Paulo na véspera do feriado de 15 de novembro (Realidade de SP se aproxima cada vez mais da ficção de Julio Cortázar).

Garantem os estudiosos que Aristóteles afirmava que o nascimento da filosofia residia no espanto. A estranheza e a perplexidade que sentimos diante dos enigmas da vida. Para o filósofo, é o espanto que nos conduz a formular perguntas e nos impele à procura das soluções. Já para o filósofo alemão Eugen Fink (1905-1975) é o espanto que transforma o evidente em algo incompreensível, e o vulgar em coisa extraordinária.

O congestionamento monstro que aconteceu em São Paulo na véspera do feriado de 15 de novembro (Com 309 km de filas, SP tem maior trânsito da história; Paulistanos enfrentam 416 km de filas nas estradas rumo ao interior e litoral) e nas principais metrópoles (O apagão rodoviário) foi assim descrito pelo Correio Braziliense: ‘milhares de carros entopem as saídas das principais cidades do país e transformam a viagem de descanso em teste de paciência’. O fenômeno causou espanto na imprensa, e tornou o evidente em algo incompreensível, o vulgar em coisa extraordinária. Nos dias após o acontecido os jornais repetiram as velhas e conhecidas explicações para a pergunta recorrente - por que as metrópoles congestionam? -, e buscaram respostas para as questões que vêm se repetindo há tempos.

Na véspera do feriado, O Globo e o Estadão traziam matérias que antecederiam o caos vivido no final daquele dia. O jornal fluminense citava estudo de uma empresa holandesa de tecnologia de transporte que revelava que o Rio de Janeiro tem o 3º pior trânsito do mundo, atrás de Moscou e Istambul (Rio tem o terceiro pior trânsito do mundo, diz pesquisa). São Paulo, segundo o estudo, figura na 7ª posição. Já o Estadãoproduziu um caderno especial, intitulado Sudeste - O desafio da mobilidade, em que, dentre várias assuntos, apontava que a mobilidade urbana vem se agravando com a formação de megacidades.

Como escreveu o jornalista e escritor Zuenir Ventura (foto), n’O Globo, (Duas visões do interior), ‘o engarrafamento é hoje comum — e não só nas horas de rush — até naquelas capitais onde as pessoas almoçam (ou almoçavam) em casa confortavelmente’. É o caso de Goiânia (Trânsito e transporte são principais desafios de Goiânia, diz pesquisa), onde segundo levantamento cerca de 80% dos moradores reclamam da mobilidade na capital, local em que a frota de veículos cresceu 301% em 10 anos. O inferno da imobilidade urbana deixou de ser assunto de cidade grande, e com todos os seus acessórios – estresse urbano, problemas de saúde, acidentes letais, poluição – invadiu as cidades médias (O perigo está no ar). Pior: o congestionamento está transbordando das cidades para as estradas, a ponto de o sociólogo Eduardo Biavati afirmar: ‘Se mal começamos a discutir como se resolve o esgotamento viário dentro das cidades, agora temos que buscar soluções também para a situação nas estradas’.

Os motivos de tamanha catástrofe já são velhos conhecidos, e apesar de ainda produzir espanto, este não é suficiente para mover os gestores públicos na direção de soluções duradouras e eficazes. Uma matéria da Folha de SP (Levantamento indica como trânsito de São Paulo piorou em três décadas) trouxe em números o que já é evidente, e por que não dizer, esperado: o trânsito piorou de 30 anos até hoje. O crescimento da frota da capital paulista, afirma a matéria, foi assombroso. ‘Desde 1997, a cidade ganhou mais veículos, 1,4 milhão, do que moradores, 1,3 milhão. A cidade tem hoje quase 12 milhões de habitantes (em projeção do IBGE) e uma frota de veículos cadastrados de cerca de 7,5 milhões.’ Como afirmou nosso presidente Ailton Brasiliense ao Jornal da Jovem Pan, ‘o trânsito em São Paulo foi planejado para ser congestionado. Nós ficamos décadas destruindo o transporte público, décadas estimulando o valor do automóvel. O Poder Público jamais poderia ter abandonado o transporte. São Paulo cresceu de forma desmesurada, chegamos a 11 milhões de habitantes sem planejamento urbano’ (Presidente da ANTP critica falta de investimento no transporte público). Matéria do Diário do Grande ABC (Ida ao trabalho demora meia hora no Grande ABC) bate na mesma tecla: "A falta de planejamento urbano e a desorganização dos modais de transporte são apontadas por especialistas como principais causas do longo tempo gasto pela população no deslocamento de casa para o trabalho”.

O senador Cristovam Buarque em artigo n’O Globo (Portas fechadas) pôs o dedo da ferida: ‘O país prefere dar isenções fiscais aos automóveis criados no exterior e fabricados aqui do que investir na criação de nossos carros e sistemas de transporte público’. O presidente da Fabus, José Antônio Fernandes Martins (foto), diante da situação preocupante da indústria de ônibus, afirma: 'Se não forem tomadas atitudes de incentivos por parte do Governo Federal, a queda pode ser expressiva e comprometer níveis de emprego no setor'.

Mas Artur Morais, Doutor em política pública em transporte pela UnB, inclui na formação do problema o que chama de ‘cultura em prol dos carros’, e mostra porque as ações criticadas por Cristovam Buarque, ao invés de combatidas, são aceitas pela sociedade: ‘Se o governo fala em dar subsídios para o transporte público, como passe livre de idosos ou tarifa reduzida para estudantes, a sociedade se revolta, diz que o governo vai dar dinheiro para empresas. Mas quando é isenção de IPI para a indústria automotiva, ninguém diz nada, está ótimo’ (O apagão rodoviário).

O espanto de que somos possuídos diariamente ao ver o trânsito congestionado nas principais cidades brasileiras (RMS tem o 3º pior tempo de deslocamento casa/trabalho do país) tem tornado o evidente algo incompreensível, e o vulgar, coisa extraordinária. O diagnóstico já está feito, as responsabilidades já estão claras, e os problemas, enquanto nada é feito, só se acumulam em progressão geométrica. 

Mais importante que tudo, cabe à sociedade se convencer de que o coletivo deve prevalecer sobre o individual. E que não há saída para um problema que todos ajudamos a criar se não soubermos, cada um, assumir nossa dose de responsabilidade. E cobrar os resultados.

fonte

http://www.antp.org.br/website/noticias